TROPICANA (MENDIETA): POTÊNCIA E ANIQUILAMETO
Artigo
Universidade do Porto
2021




Dor da pátria

Corpo sou eu, que minha orfandade vivo
Lá, quando se morre, a terra que nos cobre fala.
Mas aqui, coberta pela terra da qual sou prisioneira
sinto a morte palpitando por baixo do chão.
E então, quando meu corpo inteiro se enche do querer de Cuba,
sigo fazendo meu trabalho sobre a terra,
Seguir é vitória.

_Ana Mendieta


 


RESUMO

O presente artigo traça a trajetória da artista, escultora e performer Ana Mendieta a partir de suas origens no seio da elite cubana e da fuga empreendida para os Estados Unidos da América ainda menina, na companhia da irmã e de outras 14 mil crianças, pouco depois da vitória da revolução em seu país. O texto toma seu afastamento de Cuba sem os pais e os sentimenos de abandono experimentados na passagem da infância à adolescência vivendo em instituições e lares provisórios, assim como o racismo e a xenofobia sofridos como jovem latina nos Estados Unidos, como motores da intensa pulsão por expressar um persistente sentimento de não-pertencimento através da poética atávica, rebelde e profundamente enraizada nos sentidos do feminino que marca sua originalidade como artista. Por fim, o artigo acompanha sua mudança da provinciana Iowa para NYC, onde viveu uma breve ascensão como artista até o aniquilamento de sua vida, aos 36 anos, numa queda do 34a andar do apartamento onde vivia com o marido, o artista americano Carl Andre, acusado da sua morte, mas posteriormente inocentado por falta de “maiores evidências”.

PALAVRAS-CHAVE: Ana Mendieta, Cuba, exílio, arte, feminismo, feminicídio



CUBA, PASSADO E REVOLUÇÃO

Não há nenhum país no mundo, incluindo todo e qualquer país sob domínio colonial, onde a colonização econômica, a humilhação e a exploração foram piores do que em Cuba.
_J.F. Kennedy (5)

As origens da artista Ana Mendieta estão assentadas no passado colonial de seu país, cujas marcas indeléveis irão perpassar toda sua vida e obra, ainda que dele tenha vivido afastada desde os últimos anos de sua infância. Marcada historicamente por implacável exploração imperialista, a ilha de Cuba foi colônia de Espanha por 4 séculos, desde a invasão das Américas por Cristóvão Colombo, em 1942 (3), até a Guerra Hispano-Americana, em 1898. Finalmente independente de Espanha, Cuba não conseguiria, entretanto, livrar-se do jugo da exploração colonial, dessa vez sob os Estados Unidos da América (4),  um aliado na derrota aos espanhóis que se tornaria seu voraz explorador. 

Em 1959, a ilha foi tomada pela revolução popular sob a liderança de Fidel Castro,  iniciando um ciclo de independência e socialismo que dura até os dias atuais. A vitória da revolução numa nação profundamente explorada, alem de libertá-lo da violenta ditadura de Fulgêncio Batista (6), foi um triunfo nacionalista contra a exploração e interferência norte-americanas nos assuntos do país. (7)

Nascida em Havana, em 18 de novembro de 1948 (1), Ana era a segunda dos três filhos de Ignacio e Raquel Mendieta, um casal culto e aristocrático, de uma família abastada que teve “um papel significativo na história da nação” (2). Durante os anos revolucionários, que coincidiram com sua infância, Mendieta vivia protegida na classe alta cubana, frequentando uma escola católica privada só para meninas.

Sua família rompeu com Fulgêncio Batista, de quem tinha sido aliada, e apoiou  o movimento revolucionário para, logo após, romper também com Fidel Castro assim que os rumores do alinhamento do líder com o comunismo foram confirmados. "Partidário de Castro, seu pai foi nomeado assistente no ministério pós-revolucionário em 1959 mas, desiludido com o anti-catolicismo da nova Cuba, envolveu-se na organização de atividades contra- revolucionárias” (8), colaborando com a frustrada invasão dos Estados Unidos à Baía dos Porcos, e foi sentenciado a 18 anos de prisão. 

A fuga para os Estados Unidos, empreendida em 1961 por Ana e sua irmã mais velha, Raquelin, aos 12 e 14 anos respectivamente, foi providenciada pelo pai através da “Operação Peter Pan”, que possibilitou a ida de cerca de 14.000 crianças cubanas para aquele país, sob a tutela da Igreja Católica. (9)


O CHÃO DE MIAMI

A saída das irmãs de Cuba ainda meninas, arrancando-as do seio da família e transplantando-as à instabilidade do exílio, resultou num processo traumático. “Ana e sua irmã migraram sozinhas, cercadas por outras milhares de crianças, passando as primeiras semanas em campos de refugiados (10) e, posteriormente, revezando—se entre instituições e lares adotivos em Debuque, no estado americano do Iowa, para onde foram encaminhadas”. (11)

A princípio, a viagem “foi uma aventura” para Ana, como relatado por sua irmã Raquelin. "Quando chegamos a Miami, ela beijou o chão.” “Ela tinha essa imagem em sua mente de todos os filmes que estavam na moda. As festas, os adolescentes passeando em carros esportivos conversíveis, indo à praia e se divertindo.”(12) “Sua euforia durou pouco. Depois de algum tempo, as Mendieta foram entregues aos cuidados de um reformatório, onde espancamentos e confinamentos eram comuns (...) e passaram vários anos sendo transferidas de um lar adotivo para outro.” Foram 8 lares, no total. As irmãs permaneceram juntas graças a um documento assinado pelos pais, que desautorizava que fossem separadas.

Porem, a companhia da irmã não foi suficiente para aplacar a solidão e o sentimento de deslocamento experimentado por Ana Mendieta durante a adolescência em Iowa, onde se sentiu abandonada pela família e isolada de sua terra natal. Ana e Raquelin só voltariam a ver a mãe e o irmão em 1966, quando ambos conseguiram ir para os Estados Unidos. Seu pai juntou-se a eles apenas em 1979, depois de cumprir 18 anos numa prisão de Cuba, morrendo logo que chegou à América.


TROPIC-ANA

Vir do calor e do fogo de Cuba para a puritana Iowa deixa sua marca em qualquer um e Ana terá o espírito de uma sobrevivente. _Uma amiga da escola em Iowa13

É possível vislumbrar, como pano de fundo da história de Ana Mendieta - ou Tropic-Ana, como gostava de chamar a si mesma14 - um traço de violência anterior ainda a si própria, unindo suas origens num país secularmente marcado pela exploração colonial, à sua atração e fuga em direção ao país explorador, imposta pela convulsão revolucionária, cujo objetivo era a própria quebra dos privilégios de sua classe social. Vital para a emancipação de Cuba, a revolução desestruturou sua vida pessoal, extraiu-lhe a família e empurrou-a, aos 12 anos, a uma vida órfã e despossuída no exílio.

Ana Mendieta irá sentir as consequências da violência colonial na própria pele, ao perder o status de menina da classe alta e tornar-se exilada numa comunidade puritana e reacionária do meio-oeste americano, sofrendo constante discriminação como jovem latina. O rompimento com sua Cuba natal e com a vida que vivera até então, junto aos primeiros anos em Iowa, tiveram enorme impacto sobre ela e foram definitivos para o desenvolvimento de seu senso de identidade e dos fundamentos de sua obra.

Você tem que entender que ela veio para a América sem nada”. "Aquela sensação de exílio era algo que ela carregava consigo, bem como uma feroz independência de espírito.15

Era a época do Movimento pelos Direitos Civis16 nos Estados Unidos e um intenso clima de conflito racial invadiu Iowa. Nas palavras da historiadora de arte Kayra Cabañas17, “embora sua pele fosse ‘branca’”, Ana e Raquelin tornaram-se alvo de racismo. A autora relata que “Ana era chamada de 'nigger'18 pelos colegas da escola e muitas vezes ouviu deles: ’volte para Cuba, sua puta!’”19. Tais experiências aprofundaram seu sentimento de alienação e deslocamento, como filha da elite “branca” latino- americana, segregada no país que um dia idealizou. Mais tarde, Ana e Raquelin passaram a se identificar como não-brancas20.

Mendieta descobriu o amor pela arte ainda na escola secundária, em meio às recorrentes agressões racistas que jamais cessaram, nem mesmo na escola de arte. Apos graduar-se em Francês, obteve o bacharelado (BA) em Artes e, em seguida, fez mestrado (MA) em Pintura na Universidade de Iowa. Mais tarde, buscando médiuns mais poderosos para se expressar, fez mestrado em Intermedia (MFA) na mesma universidade, sob a orientação do conceituado artista Hans Breder21, com quem teve um relacionamento amoroso. Depois de finalizar o programa de mestrado, Ana mudou-se para New York.


FEMININO ANTIGO RADICAL

Tenho travado um diálogo entre a paisagem e o corpo feminino que acredito ser um resultado direto de ter sido arrancada de minha terra natal durante a adolescência. Sou impregnada pela sensação de ter sido expulsa do útero. Minha arte é a forma de restabelecer os laços que me unem ao universo, um retorno à fonte materna. _Ana Mendieta

Ana Mendieta construiu um corpo de trabalho original e potente, passeando entre vários gêneros artísticos. Suas matérias-primas foram o corpo feminino, a terra, a natureza e o sangue, o fogo, plantas, flores, barro, pólvora e penas, que explorou por meio de diversas mídias, desde a fotografia e o cinema até a arte performática, a land art, a escultura e a arte feminista.

“Os sentimentos profundos de desconexão e não- pertencimento experimentados no exílio tornaram-se conceitos intensamente arraigados na sua obra (...) e muito de seu trabalho explorou a ideia de voltar para casa”.22 De uma forma ou de outra, o retorno à casa (e ao ventre) esteve sempre presente para Mendieta, como uma busca, por extensão, ao feminino antigo, radical, arquetípico em união visceral com a terra/útero de onde se sentia arrancada.
.
Tendo sido extraída de sua terra natal e traumatizada por suas experiências quando jovem, ela não estava interessada em imagens superficiais, mas em explorar temas mais profundos de etnia, sexualidade, moralidade e gênero. Sua arte consistia em questionar sua própria identidade e explorar o que significava ser uma mulher de cor na América
.23

Os episódios de discriminação sofridos, assim como os primeiros contatos com o debate feminista aguçaram sua percepção da violência contra as mulheres, cujo impacto vivenciou muito de perto quando a estudante Sarah Ann Ottens, foi estuprada e assassinada no campus de sua faculdade. Sob o choque deste crime, nunca totalmente esclarecido e punido24, Mendieta criou o ato performático “Rape Scene”, fazendo-se amarrar a uma mesa com a parte inferior do corpo nua e manchada com sangue de vaca, permanecendo imóvel por duas horas. Os colegas estudantes - todos do sexo masculino - foram convidados a comparecer ao seu apartamento no horário pré-combinado, onde seriam testemunhas da 'cena do crime.25 “Ao encenar uma falsa cena de estupro, Mendieta demonstrou a violência de um ataque brutal, amarrada a uma mesa, com sangue escorrendo por suas pernas e seu corpo, enquanto os espectadores discutiam o incidente.”26

Essa experiência foi determinante para sua arte, imprimindo-lhe o traço artístico característico, e ela retornou ao tema várias vezes, através de performances e mídias diversas. Mais tarde, já morta, foi acusada de ter obsessão por sangue, numa tentativa de vincular seu final trágico às suas escolhas estéticas. “O valor do choque, sem dúvida, fazia parte do manual de Mendieta”27, mas seu uso do sangue como elemento simbólico e estético decorria também da influência recebida dos rituais da Santeria28. O conhecimento da religião afro-cubana”29 forneceu elementos para que a artista fizesse uma poderosa intercessão entre o “espírito” da Terra e o “grito" gutural de horror da violência, que permeia toda a sua obra.

Ironicamente, Mendieta viveu a maior parte de sua vida em Iowa. Foi também lá que ela fez seu primeiro earth-body, deitando-se nua, de bruços, e pedindo aos colegas que colassem folhas de grama nas suas costas.30 Intitulados “Siluetas”, os earth-bodies, foram resultado do cruzamento pioneiro entre os gêneros emergentes da performance art, da land art e da body art, tornando-a a primeira artista a unir tais experimentações. As “Siluetas” tornaram-se um dos seus projetos mais emblemáticos, somando mais de 200 trabalhos nos quais ela moldava os contornos de seu corpo com fogo, pigmento, flores, lama, grama, água e fumaça nas paisagens de Iowa e do México, para onde viajou diversas vezes.

“Dentro de cada silhueta é possível encontrar camadas e mais camadas de comentários sobre a igualdade entre os humanos, os ciclos inevitáveis entre a vida e a morte e a afirmação da mãe terra como uma força feminina onipresente. Suas esculturas ecoaram as complexidades da arte como um reflexo da vida da mulher, tanto quanto da estrangeira-étnica, na América dos anos 1970-80”31.

Alem dos earth-bodies, uma série de fotografias denominada “Esculturas Ruprestes”32 e a série de body-tracks33 de pinturas, Mendieta deixou também um conjunto de filmagens, os bodily-rites. São 104 filmes impressionantes, alguns apenas recentemente revelados, com imperfeições e “ruídos” próprios do medium, detalhe que acrescenta camadas de complexidade à série de performances capturadas, a explorar a relação entre corpo, natureza, efemeridade, desaparecimento e fusão. “O trabalho de Ana é incrível em sua capacidade de parecer radicalmente progressivo e antigo, vibrando com um poder feminino que remonta aos primeiros ritos humanos.”34 “Tais características podem ser observadas nesta série, onde testemunhamos seus movimentos performáticos envolvidos pela qualidade plástica do medium.”


ONDE ESTÁ ANA MENDIETA?

Todos nós ficamos chocadas com sua morte violenta. Testemunhamos como o mundo da arte se fechou em torno de Andre para protegê-lo.” _Guerilla Girls

Em 1979, Ana Mendieta foi para New York City, engajando-se na A.I.R. Gallery (Artist In Residence Inc.), a primeira galeria feminista da cidade, onde teve a oportunidade de trabalhar em intensa colaboração com outras mulheres artistas-feministas. Dois anos mais tarde, ela diria que "o feminismo americano, tal como é, é basicamente um movimento da classe média branca”, numa declaração ecoada por muitas feministas não-brancas vivendo nos Estados Unidos. Foi na A.I.R. Gallery que Mendieta conheceu seu futuro marido, o artista minimalista americano Carl Andre35.

Após 8 meses de casada, vivendo uma relação notoriamente tumultuada, a artista despencou do 34o andar do apartamento em que vivia com Andre, em New York City, num episódio até hoje não suficientemente elucidado36. Ana Mendieta morreu e Andre, apesar do depoimento contraditório, alem de outros indícios, foi inocentado por falta de evidências.37

Para várias pessoas do círculo social do casal, sua morte não foi apenas um acidente terrível, mas um símbolo do destino de tantas mulheres feministas e seus trabalhos: marginalizadas e rapidamente esquecidas. "Mendieta tornou-se emblemática do mundo da arte dominado pelos homens”.38

Pouco antes, Mendieta havia sido agraciada com o “Roma Prize”39, e sua carreira estava em plena ascensão, entretanto, isso não evitou que sua morte fosse subestimada. “A morte de Ana dividiu o mundo da arte pela metade, com muitos artistas proeminentes pulando para proteger Andre da chamada "cabala feminista". Embora considerassem sua morte uma tragédia, muitos achavam que o incidente não valia estragar a "carreira brilhante de Andre". Dessa perspectiva sombria, a perda da vida de uma mulher hispânica não valia a pena manchar o nome de um artista branco.”40

Mais de 30 anos se passaram e a obra de Ana Mendieta tornou-se mundialmente conhecida, enquanto que grupos feministas têm sido incansáveis em protestos diante das exposições de Carl Andre, empunhando cartazes com a pergunta: “Onde está Ana Mendieta?”. São jovens mulheres que invadem os espaços artísticos brancos-masculinos para homenagear o gênio de Mendieta e renovar as demandas por justiça para sua breve vida violentamente interrompida. Por sua vez, o trabalho do altamente conceituado Carl Andre, hoje com 85 anos, jamais deixou de ser exposto nas mais importantes instituições artísticas e vendido nas maiores casas de leilão, por preços cada vez mais superlativos41.


RETORNO À CUBA

Antes de sua morte, Ana Mendieta teve a oportunidade de reconciliar-se com Cuba, voltando 7 vezes ao país que durante tantos anos só visitou em sonho. Com uma trilogia de filmes realizados em 1981, “cujo tema versa sobre as relações tecidas entre deslocamento, retorno e reconciliação”, a artista pode finalmente voltar e exorcizar sua relação dolorosa com seu país. “O trabalho foi filmado nas praias do Guanabo, não muito longe de Havana, onde a Mendieta evocou a nostalgia da pátria e o tempo distendido da separação.”


Neyde Lantyer, 22 de maio de 2021.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
BRACKER, Hank. The Exciting Story of Cuba: Understanding Cuba's Present by 
Knowing Its Past. CreateSpace Independent Publishing Platform. 2015.
BROWN, Mark. Ana Mendieta to get 'long overdue' UK retrospective. The 
Guardian. 2013.
CABANAS, Kaira. Ana Mendieta: "Pain of Cuba, Body I Am". Woman's Art Journal, 
20(1), 12-17. 1999.
FRANK, Priscilla. The Life Of Forgotten Feminist Artist Ana Mendieta, As Told 
By Her Sister. Huffpost, 2016.
MANATAKIS, Lexi. Ana Mendieta was the controversial artist who helped pioneer 
earth art. Dazed, 2018
MORAES, Fernando. A ilha: Um repórter brasileiro no país de Fidel Castro. 
Companhia das Letras, 30a edição. 2001.
NAHMAD, Erica. Cuban Artist Ana Mendieta Was A Badass Beyond Her Years. 
BeLatina, 2020.
O’HAGAN, Sean. Ana Mendieta: death of an artist foretold in blood, The 
Guardian. 2013.
WEINMAN, Sarah. In death, an artist and a young woman meet. The Guardian, 
2016.
WIKIPEDIA

IMAGENS:
1 - Untitled, 1974
2 - Body tracks, 1974
3 - Untitled (Blood and Feathers), 1974
4 - Documentation of an untitled performance with
flowers, ca. 1973 (Intermedia Studio, University of
Iowa; detail)
5 - Untitled, from the Silueta Series

6 - Sweating Blood, 1973. Super 8 film, color, silent
7 - Untitled, from the Silueta series
8 - Creek, 1974. Super 8 film, color, silent. © The Estate of Ana Mendieta Collection, LLC. Courtesy Galerie Lelong, New York.
9 - Untitled (Rape Scene), 1973
10 - Ocean Bird, Film, color, 1981
11 - Mirage, 1974
13 - Guerrilla Girls

Todas as imagens © The Estate of Ana Mendieta Collection, LLC. Courtesy Galerie Lelong, New York.





NOTAS: 

1 Ana Mendieta nasceu a 18 de novembro de 1948, sob o signo de Escorpião.
2 Seu pai, um importante advogado, era sobrinho de Carlos Mendieta, presidente do país entre 1934 e 1935, enquanto que sua mãe, uma química e pesquisadora acadêmica, era neta do senhor de engenho Carlos Maria de Rojas, famoso por seu papel na guerra de independência contra a Espanha.
CABANAS, Kaira. Ana Mendieta: "Pain of Cuba, Body I Am". Woman's Art Journal, 20(1), 12-17. 1999.
3 As tribos indígenas que originalmente a povoavam foram dizimadas pelos invasores espanhóis.
4 BRACKER, Hank. The Exciting Story of Cuba: Understanding Cuba's Present by Knowing Its Past. CreateSpace Independent Publishing Platform. 2015. 5 Id ibid.
6 Fulgencio Batista y Zaldívar foi um oficial militar e político cubano que serviu como presidente eleito de Cuba de 1940 a 1944 e depois como seu ditador militar, dando um golpe militar em 1952, com forte repressão da imprensa e da oposição, apoiado pelos EUA de 1952 a 1959, antes de ser derrubado pela Revolução Cubana.
7 MORAES, Fernando. A ilha: Um repórter brasileiro no país de Fidel Castro. Companhia das Letras, 30a edição. 2001. 8 O’HAGAN, Sean. Ana Mendieta: death of an artist foretold in blood, The Guardian. 2013
9 Id Ibid
10 As irmãs Mendieta passaram algumas semanas em campos de refugiados para crianças, nos Estados Unidos. 11 CABANAS, Kaira. Ana Mendieta: "Pain of Cuba, Body I Am". Woman's Art Journal, 20(1), 12-17. 1999.
12 The Guardian. Ana Mendieta: death of an artist foretold in blood, Sean O’Hagan, 2013.
13 NAHMAD, Erica. Cuban Artist Ana Mendieta Was A Badass Beyond Her Years. BeLatina, 2020.
14 CABANAS, Kaira. Ana Mendieta: "Pain of Cuba, Body I Am". Woman's Art Journal, 20(1), 12-17. 1999. 15 Id ibid
16 O movimento pelos direitos civis (Civil Rights Movement ) foi uma campanha de décadas de afro-americanos e seus aliados para acabar com a discriminação racial institucionalizada, a privação de direitos e a segregação racial nos Estados Unidos. Wikipedia.
17 CABANAS, Kaira, M. Professora de História da Arte do Centro de Estudos Latino-Americanos da Universidade da Flórida, especialista em arte moderna e contemporânea da Europa e da América Latina / CABANAS, Kaira. Ana Mendieta: "Pain of Cuba, Body I Am". Woman's Art Journal, 20(1), 12-17. 1999.
18 Termo racista que deriva da palavra “negro”.
19 CABANAS, Kaira. Ana Mendieta: "Pain of Cuba, Body I Am". Woman's Art Journal, 20(1), 12-17. 1999. 20 Id ibid.
21 Hans Breder (1935-2017) artista multidisciplinar alemão, que viveu e trabalhou em Iowa, USA.
22 NAHMAD, Erica. Cuban Artist Ana Mendieta Was A Badass Beyond Her Years. BeLatina, 2020. 
23 NAHMAD, Erica. Cuban Artist Ana Mendieta Was A Badass Beyond Her Years. BeLatina, 2020.
24 O assassino de Sarah Ann Ottens foi liberado depois de alguns anos na prisão por falta de provas consistentes. Anos depois matou outra mulher nas mesmas circunstâncias e voltou a ser preso, agora condenado à prisão perpétua, mas a corte recusou-se afazer referência à história do crime anterior, neste julgamento, permanecendo o assassinato de Sarah Ann Ottens sem solução. WEINMAN, Sarah. In death, an artist and a young woman meet. The Guardian, 2016.
25 NAHMAD, Erica. Cuban Artist Ana Mendieta Was A Badass Beyond Her Years. BeLatina, 2020.
26 Id ibid.
27 Id ibid.
28 Santería, também conhecida como Regla de Ocha, Regla Lucumí ou Lucumí, é uma religião da diáspora africana, que se desenvolveu em Cuba durante o final do século XIX, tendo surgido por meio de um processo de sincretismo entre a religião iorubá tradicional da África Ocidental, a forma Católica Romana de Cristianismo e o Espiritismo. Wikipedia.
29 FRANK, Priscilla. The Life Of Forgotten Feminist Artist Ana Mendieta, As Told By Her Sister. Huffpost, 2016.
30 BROWN, Mark. Ana Mendieta to get 'long overdue' UK retrospective. The Guardian. 2013.
31 MANATAKIS, Lexi. Ana Mendieta was the controversial artist who helped pioneer earth art. Dazed, 2018
32 Ums série de foto-litografias.
33 Série de pinturas onde imprime marcas de seus braços e de seu corpo com tinta vermelha em tela e em papel. 34 FRANK, Priscilla. The Life Of Forgotten Feminist Artist Ana Mendieta, As Told By Her Sister. Huffpost, 2016.
35 Carl Andre (1935) é um artista minimalista americano, reconhecido por suas esculturas ordenadas em formato linear e em grade. Wikipedia.

36 Os vizinhos escutaram gritos e a voz de uma mulher suplicando repetidamente “Não! Não! Não! Não!” E ele tinha o rosto arranhado, com sinais de luta. WEINMAN, Sarah. In death, an artist and a young woman meet. The Guardian, 2016.

37 Por meio de um júri o qual, estranhamente, ele pôde escolher a forma que seria julgado Recusou o júri e foi julgado apenas pelo juiz; seu advogado declarou que a ideia era evitar feministas radicais entre os jurados. WEINMAN, Sarah. In death, an artist and a young woman meet. The Guardian, 2016. /
38 VOIEN, Guelda. The Remarkable Story of a Rebel Artist, Her Mysterious Death and Cult Resurgence, Observer, 2015
39 Concedido pela American Academy in Rome.
40 FRANK, Priscilla. The Life Of Forgotten Feminist Artist Ana Mendieta, As Told By Her Sister. Huffpost, 2016.
41 VOIEN, Guelda. The Remarkable Story of a Rebel Artist, Her Mysterious Death and Cult Resurgence, Observer, 2015.