Neyde Lantyer


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“For most of history, Anonymous was a woman.” _Virginia Woolf

“The truth is, I often like women. I like their unconvetionality. I like their completeness. I like their anonimity.”  _Virginia Woolf
TALKS ON PHOTOGRAPHY
Program of lectures and interviews with guests on photography and contemporary art
Program creator and program curator and hostess
In partnership with Teatro Munganga
Amsterdam
2015



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PROGRAM NR. 05 -
UMA MULHER & UMA CÂMERA
MARGÔ DALLA-SCHUTTE

A conversation with Brazilian photographer based in the Netherlands Margô Dalla-Schutte



Uma Mulher com uma Câmera

A trajetória da jornalista e media-woman Margô Dalla-Schutte tem sido constantemente acompanhada por sua câmera. Jornalista interessada por cultura, com formação em Artes Plásticas, ela fez da fotografia sua companheira na descoberta do mundo.

Seu percurso fotográfico é inspirado pela cultura brasileira contemporânea mas tambem pelas culturas dos países que visita. Ela se define como uma globe-trotter e, não por acaso, circula com desenvoltura por outras mídias como o vídeo e a internet, tendo sido a primeira câmera-woman brasileira, ao começar sua carreira na televisão do Espírito Santo, pelos idos dos anos 70.

Todos estão convidados!

Domingo, 13 de dezembro
17.00 – 19.00
Preço: 5 EUR
Em Português








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PROGRAM NR. 04 -
EU TE DESAFIO A ME AMAR
DIANA BLOK 

A conversation with Dutch-Uruguayan photographer Diana Blok about her project in Brazil “I challenge you to love me”.


“EU TE DESAFIO A ME AMAR”

(I challenge you to love me)


In the next edition of “Conversas sobre Fotografia” I’ll be talking with Dutch-Uruguayan photographer Diana Blok. Born in Uruguay, she grew up in Colombia, Guatemala and Mexico, moving to Amsterdam in 1974, when she began a career as a professional photographer.

The artist has also developed projects in Brazil where she attended artistic residences in Bahia, Rio de Janeiro and Brasília. From 17 Oct to 14 Nov she will be showing a selection of her work around gender in the exhibition “The Beauty of Both” at Vitteveen Visual Art Centre, in Amsterdam. The exhibition highlights the project “EU TE DESAFIO A ME AMAR” (I challenge you to love me) portraying Brazilian transsexuals, bisexuals, transvestites, gays, lesbians, intersex, cross-dressers, queers, “all individuals in their own power and beauty”.

In Diana Blok’s words: “In 1975, I made my first self-portrait with the theme of gender, experimenting with role-playing” and the deconstruction of behaviour patterns. The questions around gender, identity and sexual diversity have been constant in my oeuvre along 40 years.” “The project “EU TE DESAFIO A ME AMAR” was realized in 2014, in Brazil, where the violence of gender grew 40% in the last 6 years and the rising of Evangelic churches has been threatening all the sexual diversity that falls outside the “heterosexual norm”.”

You are welcome to join the conversation!

Neyde Lantyer

“CONVERSAS SOBRE FOTOGRAFIA” is collaboration between Teatro Munganga and Brazilian Visual Artist and photography researcher Neyde Lantyer.

Sunday 25 October 17h

Language: Inglês / Português / Spanish / Dutch

Entrance: 5 EUR



















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PROGRAM NR. 03 -
CASAS DO SERTÃO
MARISTELA RIBEIRO

A conversation with artist Maristela Rivbeiro about her reseach and recet site specific installation “Casas do Sertão”, in Feira de Santana - Bahia, Brazil. 



CASAS DO SERTÃO

(Houses in the backlands)


A nossa convidada de hoje, Maristela Ribeiro, é artista visual, mestre em poéticas visuais e doutoranda pela Escola de Belas Artes da UFBA. Nascida em Feira de Santana, no Semi-Árido baiano, onde se situa Morrinhos, o vilarejo escolhido para a sua intervenção artística “Casas do Sertão”.

Algumas vezes a arte tem uma repercussão surpreendente! Maristela ficou conhecida no Brasil recentemente através de um projeto artístico aparentemente muito simples, mas que trouxe à tona conteúdos psicológicos complexos, relacionados à percepção e ao estar no mundo, demonstrou o poder de relacionamento mto forte da arte com a sociedade e o sujeito. É uma intervenção que teve uma enorme repercussão na mídia e foi assim q eu o conheci o projeto de Maristela, que segue impactando e encantando à todos, especialmente, aos moradores da própria Morrinhos.

Eu gostaria de fazer uma citação do filósofo Merleau-Ponty, que se dedicou à percepção, à arte e à constituição de significados na experiência humana. Ele diz na sua obra “A fenomenologia da percepção” que: “Retornar às coisas como elas são é retornar àquele mundo q precede o conhecimento, do qual o conhecimento se ocupa”.

TO RETURN TO THINGS THEMSELVES IS TO RETURN TO THAT WORLD WICH PRECEDES KNOWLEGDE, OF WHICH KNOWLEDGE ALWAYS SPEAKS.”

A verdade é que tudo o q sabemos, nós sabemos do mundo que nos rodeia. O mundo é a fonte de todas as nossas relações sociais, políticas e estéticas. Nada vem de nenhum outro lugar, mas do próprio mundo em todas as suas manifestações e da pureza, da essência das coisas em seu existir. A arte nos devolve o mundo não simplesmente da forma que vemos, mas como reagimos ao que vemos e ao que conhecemos. A arte é uma conseqüência daquela visão. Ou seja, a arte é parte do mundo e não aparte dele. Eu acho que de certa forma, isso tem a ver com o trabalho da artista. Vamos ouvi-la. Bem vinda, Maristela!

A ideia para o projeto

A idéia para o projeto - ou a provocação, como prefere a artista –  surgiu da fala de uma gari da Ilha de Itaparica (ou seja, não no sertão mas no litoral, durante residência artística no Instituto Sacatar, em 2007). Ao longo do seu discurso, a mulher comparava a casa e o corpo: “A minha casa é simples como eu sou, mas não se parece comigo porque eu queria que ela fosse melhor.”  Na sua fala, casa e corpo apareciam repetidamente como uma coisa só, levando a artista à reflexão sobre o espaço doméstico como uma extensão do sujeito, ora refletindo-o, ora introjetando-o.

A escolha do lugar

“Imagino que há de se encontrar no caminho a resposta para a escolha de um lugar. Não sei porque, mas quando passei pela primeira vez em Morrinhos me senti atraída e decidi que faria um trabalho artístico por ali.”

A questão da casa, abrigo, lar

“Casa é sinônimo de abrigo, ambiente de repouso, mais que um espaço físico, é o lugar de interioridade, que garante a distinção entre o público e o privado, constituindo-se como elemento de estabilidade e possibilitando criar raízes.  Sem casa, o homem torna-se errante”, diz Maristela. “O tema da moradia e sua relação com o sujeito tem sido para mim objeto de variados estudos e pesquisas”.
























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PROGRAM NR. 02 -
HISTÓRIAS QUE GUARDAMOS
NEYDE LANTYER

Lecture about my (in progress) reseach “Silent Stories/Histórias que Guardamos”














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PROGRAM NR. 01 -
PANORAMA EMERGENTE DA FOTOGRAFIA BRASILEIRA
JOSÉ AFONSO JR.

Guest: Professor José Afonso Jr. - Universidade Federal de Pernambuco - Brazil
A lecture about the Brazilian Contemporary Photography